Não ouço mais as vozes do meu coração,
calado e cansado segue devagar, num
novo ritmo que faça brotar novas emoções.
Não ouço mais as canções do meu coração,
batido e abatido segue sem fazer alarde,
junto aos novos sons do mundo.
Tento extrair poesia em meio a todo o seu
massacre... na verdade, não sinto exasperar-me
a dor, não sinto desesperar-me a ausência.
Em meio ao caos, aos vendavais da saudade,
minhas asas alçam voos maiores, enquanto
o meu coração se satisfaz com as emoções
menores.
Sigo os meus rumos, anversos aos que já
teci, talvez, horizontes abertos para a vida
que não vivi.
Portanto, as feridas abertas instigam-me à
luta, inspiram-me as letras.
Intrépida, ateio fogo nos monumentos de
cera que criei, vou lavando as aquarelas
que pintei das pessoas frias e fingidas;
melhor viver com a nua e crua realidade
dos seres...
Tenho visto muitas coisas, mas escolho
enxergar as que me são preciosas aos
olhos e ao espírito.
Ainda somos os mesmos animais de outrora,
sucumbindo ante os nossos mesquinhos
caprichos, ao nosso cruel egocentrismo.
Entretanto, sigo adiante, na esperança de
reconhecer que coisa inútil me dói...!
28 Outubro 2010
Mais da escritora e poeta Cacau Louleiro
"Guardados" só por gosto. Apenas e tão somente para celebrar a poesia. Viva a Poesia! Salve os Poetas!
domingo, 4 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Um poema de luiza Maciel nogueira
Brevidade sobre o silêncio, o tempo e a morte
o silêncio tem sido cobertor
em noites de lágrima,
em dias de frio extremo
por vezes a morte nos cala
como faca cravada no peito
nos arranca a palavra site da autora
nada mais será como antes
o tempo gira feito roda gigante
e nada mais será como antes
http://versosdeluz.blogspot.com/
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
No Miolo Dos Livros
1
Como é bela
a página que se amarelou
atravessando tantos outonos.
Folha que não caiu,
como se permanecesse
entre a flora viva.
2
Algumas retiveram
a pálida silhueta
de marcadores
tardiamente removidos:
Involuntário rubor
pela dissidência do leitor.
3
Espremida entre as páginas,
mata-borrões da seiva viva,
a flor secou, trancada
na escuridão bidimensional.
Mas urdiu à força
uma ilustração intrusa
e temporal.
Mais do poeta e artista plástico Marcantonio Costa
Como é bela
a página que se amarelou
atravessando tantos outonos.
Folha que não caiu,
como se permanecesse
entre a flora viva.
2
Algumas retiveram
a pálida silhueta
de marcadores
tardiamente removidos:
Involuntário rubor
pela dissidência do leitor.
3
Espremida entre as páginas,
mata-borrões da seiva viva,
a flor secou, trancada
na escuridão bidimensional.
Mas urdiu à força
uma ilustração intrusa
e temporal.
Mais do poeta e artista plástico Marcantonio Costa
sábado, 20 de agosto de 2011
Poema social
O espaço que antecede crepita
No espaço deixado no devir,
Um grito anuncia os estilhaços de vidros
Flanelinhas dos Deuses
Os anjos respiram homens esfomeados.
Catedrais ostentam ouro,
Enquanto Cristo se crucifica na esquina
Desfigurado no homem
Que desconhece o capital
Mas sabe do estômago necessitado.
Morada de aridez e cansaço
No início da noite ouve-se uma ave Maria
Prece amarga para bocas secas
Os pratos vazios ajudam a orquestra
Compor a sonata da desigualdade.
Sandrio Cândido
No espaço deixado no devir,
Um grito anuncia os estilhaços de vidros
Flanelinhas dos Deuses
Os anjos respiram homens esfomeados.
Catedrais ostentam ouro,
Enquanto Cristo se crucifica na esquina
Desfigurado no homem
Que desconhece o capital
Mas sabe do estômago necessitado.
Morada de aridez e cansaço
No início da noite ouve-se uma ave Maria
Prece amarga para bocas secas
Os pratos vazios ajudam a orquestra
Compor a sonata da desigualdade.
Sandrio Cândido
domingo, 14 de agosto de 2011
Essência
Hoje vi uma floresta
que o sol quase abandonava
enquanto seus olhos de luz
demoravam ainda sobre troncos
folhagens
ramos
pela estrada.
Hoje
percebi uma das essências possíveis de viver
chamada
enquanto.
Mais da poeta Dade Amorim
que o sol quase abandonava
enquanto seus olhos de luz
demoravam ainda sobre troncos
folhagens
ramos
pela estrada.
Hoje
percebi uma das essências possíveis de viver
chamada
enquanto.
Mais da poeta Dade Amorim
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Vasta EspeficAção
Amigo leitor,
aproveito a oportunidade na postagem do belíssimo poema "Vasta EspeficAção" da poeta, professora e escritora Hercília Fernandes, para convidá-los à leitura do post "Nós em Miúdos" em seu blog "novidades & velharias" onde Hercília fala acerca de seu mais recente trabalho prefaciado pelo poeta e escritor Lau Siqueira.
Vale a pena conferir.
Viva a poesia. Salve os poetas!
qualquer palavra
tentativa de definição
parece demasiada-
mente vaga
quando o sentimento
é vasto
concomitantemente
especific(a)ção
miúdas são as letras
que, em nós, se inscrevem
nos impele a ser.tão
tentativa de definição
parece demasiada-
mente vaga
quando o sentimento
é vasto
concomitantemente
especific(a)ção
miúdas são as letras
que, em nós, se inscrevem
nos impele a ser.tão
Mais da poeta, letrista e declamadora Hercília Fernandes
Imagem:
La femme et les roses (The Woman and the Roses) -1929
Marc Chagall
domingo, 3 de julho de 2011
O amor é a essência da arte em todas as suas formas de expressão e na música como na poesia é essencial que o artista o conheça
por Jose Sales, sábado, 2 de julho de 2011 às 22:18
Creio que cabe uma diferenciação entre estar apaixonado e estar amando. A paixão é o fogo que arde na lareira e quando a madeira acaba o fogo se extingue também. O amor é o que mantém a chama acesa colocando sempre uma madeira para queimar e assim o fogo se mantém. Para o músico que faz a música com o amor como seu material de trabalho, as letras são claras como o poeta as escreveu e a interpretação se torna vivida com as emoções saindo a flor da pele e irradiando para a platéia que o assiste. Há um contágio e todos se vêem envolvidos na emoção que percebiam adormecidas e não sabiam como acender das suas brasas a chama. O amor é a essência da arte em todas as suas formas de expressão e na música como na poesia é essencial que o artista o conheça bem senão soa desafinado e sem vida.
sábado, 23 de abril de 2011
ALICE
(André L. Soares)
.
Alice, embebida de pureza,
há poucas horas, chegara ao planeta,
ainda estava imune à maldade,
quando as notícias velozes
rasgaram-lhe as têmporas.
Lágrimas verdes vertendo das retinas,
ponta de dor aguda a lhe fisgar o peito,
grito de clave de sol, preso à garganta,
ela então, vê a santa desnuda
sob a luz fria do cotidiano,...
momento em que o belo pintou-se de breu
(sabor amargo de inocência trincada).
Cansada, recolhe-se ao quarto,
a proteger-se dos cristais e plasmas.
Após sangrar lembranças, cerra pálpebras,
chora e soluça, outra vez, sozinha.
Por fim, Alice adormeceu!
Em seus sonhos ainda existem flores,
a água e a verdade parecem cristalinas
e até o coração do homem é bom.
Acanhado, procurei algo
que a fizesse sentir-se melhor
quando acordasse;
tentei criar um origami, mas já era tarde,...
...eu só tinha em mãos, a realidade.
.
.
.
Mais do poeta André L. Soares
.
Alice, embebida de pureza,
há poucas horas, chegara ao planeta,
ainda estava imune à maldade,
quando as notícias velozes
rasgaram-lhe as têmporas.
Lágrimas verdes vertendo das retinas,
ponta de dor aguda a lhe fisgar o peito,
grito de clave de sol, preso à garganta,
ela então, vê a santa desnuda
sob a luz fria do cotidiano,...
momento em que o belo pintou-se de breu
(sabor amargo de inocência trincada).
Cansada, recolhe-se ao quarto,
a proteger-se dos cristais e plasmas.
Após sangrar lembranças, cerra pálpebras,
chora e soluça, outra vez, sozinha.
Por fim, Alice adormeceu!
Em seus sonhos ainda existem flores,
a água e a verdade parecem cristalinas
e até o coração do homem é bom.
Acanhado, procurei algo
que a fizesse sentir-se melhor
quando acordasse;
tentei criar um origami, mas já era tarde,...
...eu só tinha em mãos, a realidade.
.
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Mais do poeta André L. Soares
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O Poeta
![]() |
| "O Poeta" de Paulo Themudo |
Tem o dom de cativar com palavras
A alma nobre e o coração apaixonado
Traduz nos versos de sua poesia
Sentimentos de um ser lindo e acanhado
O mago das palavras, o fingidor
Vive de inventar e inventa de viver
Finge que inventa as palavras
Inventa que fingiu o seu sofrer
Um nobre plebeu desvairado
Um louco sem censura
Com o coração embriagado
Trata damas e putas com candura
O poeta é assim como se vê
Uma simples e terna contradição
Dono das palavras e dos versos
Inquilino dos sonhos e da razão
Autoria: Jão
Mais do poeta Jão
sexta-feira, 8 de abril de 2011
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