PÁGINAS

Mostrando postagens com marcador Régis Antonio Coimbra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Régis Antonio Coimbra. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Duas variações de Régis Antonio Coimbra

TÃO POUCO I

Há muito no tão pouco
que trocamos tão
denso, intenso e fluido
Nos impele, hidráulico
no irrefreável curso
forçado e tão i-
lusoriamente livre

Pendes como fenda
ameaçando-me en-
tranhar regressiva-
mente ao avesso da
sequência natural
que nos exige nas-
cer, crescer e morrer

(com sorte encontrando
consorte com quem
reproduzir nossa miséria)

Amo-te a cada pequena morte
com que me inspiras cadaver-
so com que me transpiras
no corpo o reverso dum morto
ou te ao menos adias-me tal


TÃO POUCO II

Mero, resto-me
ou nem isso:
metafísico

Quero-te
Ou quase:
fantasio

Penso-me
ou nem isso:
iludo

Nisso me olhas
e me quase vês
ao projetar-me
desejando-te
como desmesurada
supões que deverias
demais gostosa
ser

Para mim que meramente
como quimericamente
como-te
és



*Régis no Facebook: Clique aqui!