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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um poema de luiza Maciel nogueira


Brevidade sobre o silêncio, o tempo e a morte



o silêncio tem sido cobertor
em noites de lágrima,
em dias de frio extremo

por vezes a morte nos cala
como faca cravada no peito
nos arranca a palavra site da autora

nada mais será como antes
o tempo gira feito roda gigante
e nada mais será como antes 





http://versosdeluz.blogspot.com/



sábado, 20 de agosto de 2011

Poema social

O espaço que antecede crepita
No espaço deixado no devir,
Um grito anuncia os estilhaços de vidros
Flanelinhas dos Deuses
Os anjos respiram homens esfomeados.

Catedrais ostentam ouro,
Enquanto Cristo se crucifica na esquina
Desfigurado no homem
Que desconhece o capital
Mas sabe do estômago  necessitado.

Morada de aridez e cansaço
No início da noite ouve-se uma ave Maria
Prece amarga para bocas secas
 

Os pratos vazios ajudam a orquestra
Compor a sonata da desigualdade.


Sandrio Cândido