ágoras pós-modernas
há monges lá fora
e cantam salmos : entoam mantras
não são espelhos
são poucos
destoam
dos muitos iguais
tenho medo
do homem que faz a bomba
duplica seres : conquista o espaço
mas não respeita
o espaço do outro
(seu igual pelo avesso?)
em cavernas ainda
nem descobrimos o fogo
que nos iguala
quando nos torna cinzas
[... e o fogo do espírito
o tempo todo sobre nossas cabeças
animais
Nydia Bonetti
"Guardados" só por gosto. Apenas e tão somente para celebrar a poesia. Viva a Poesia! Salve os Poetas!
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domingo, 23 de dezembro de 2012
Um poema de Nydia Bonetti
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Dois poemas de Mariana Botelho
1.
não sei verbalizar
o abismo
sei cair
dentro dele
como dois olhos que eu avisto e temo
e o chão se demora -
amor -
a tocar meus pés
2.
é uma cidade muito pequena
paratanta distância
é preciso
ir devagar
com os cuidados, meu pai
devagar com os cuidados
é uma cidade muito pequena
para caber tanta dor
Poemas publicados no blog da autora: Suave Coisa - Pra ser guardado.
não sei verbalizar
o abismo
sei cair
dentro dele
como dois olhos que eu avisto e temo
e o chão se demora -
amor -
a tocar meus pés
2.
é uma cidade muito pequena
paratanta distância
é preciso
ir devagar
com os cuidados, meu pai
devagar com os cuidados
é uma cidade muito pequena
para caber tanta dor
Poemas publicados no blog da autora: Suave Coisa - Pra ser guardado.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Deus
Um Deus silencioso nos impele
a compreender a linguagem dos sinais.
Há em tudo um sentido : velado
à espera de quem melhor o traduza.
O verbo – o do princípio - segue
desafiando
razão : descrenças : preconceitos
[loucura : crenças : prepotências]
nas noites mais escuras
pode-se ouvir um eco vindo de dentro
do corpo/templo
em que este Deus habita.
No tempo do silêncio dos homens.
Nydia Bonetti
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Poesia de Nydia Bonetti
Asas aflitas
fase silenciosa
antes do amanhecer
(como demora o sol
quando se espera por ele)
asas aflitas o pressentem
(sou do bando dos pássaros
acordadores do sol)
desde sempre assim
(antiga sina)
eu espero por ele
ele espera por mim
- e a noite perpetua
antes do amanhecer
(como demora o sol
quando se espera por ele)
asas aflitas o pressentem
(sou do bando dos pássaros
acordadores do sol)
desde sempre assim
(antiga sina)
eu espero por ele
ele espera por mim
- e a noite perpetua
rebeladas penas
é tanto sol
que uma pena da minha asa preguiçosa se soltou
voou leve lá fora
do meu ninho pude ver o vôo silencioso das penas
que flutuam
outras tantas se rebelam agora - mal posso contê-las
ansiosas asas se contorcem
e o vento e o sol e o vento - fui... ganhei o céu
que uma pena da minha asa preguiçosa se soltou
voou leve lá fora
do meu ninho pude ver o vôo silencioso das penas
que flutuam
outras tantas se rebelam agora - mal posso contê-las
ansiosas asas se contorcem
e o vento e o sol e o vento - fui... ganhei o céu
nenhuns
singelos ou loucos vamos
fazendo poesia
pois que somos todos
uns ou outros
ambos talvez
nenhuns
fazendo poesia
pois que somos todos
uns ou outros
ambos talvez
nenhuns
(Nydia Bonetti)
sábado, 26 de março de 2011
ao acaso
faço poemas inconsequentes
já não me importo com isso
tudo que espero do poema
é que ele se liberte
que ele me liberte
que ele liberte alguém
ao acaso
[acaso exista ainda
alguém aprisionado
neste tempo absurdo
de liberdade extrema
e solidão
absoluta]
Mais da poeta Nydia Bonetti
já não me importo com isso
tudo que espero do poema
é que ele se liberte
que ele me liberte
que ele liberte alguém
ao acaso
[acaso exista ainda
alguém aprisionado
neste tempo absurdo
de liberdade extrema
e solidão
absoluta]
Mais da poeta Nydia Bonetti
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