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terça-feira, 15 de novembro de 2011

A rosa negra

A rosa negra

Eu sou a rosa negra.
A rosa noturna.
Às vezes, azul de tão negra.
Às vezes, rubra de tão branca.


Eu sou a rosa negra.
A impossível rosa
sempre presente.
A potente rosa,
inatual e sensível.


Claro enigma,
pedra no caminho,
eu sou a rosa negra.
Ideal e pensável,
Imune ao tempo,
Inexistente.


Eu sou a rosa negra cultivada
no secreto jardim.
A rosa anárquica e mística.
A rosa da rosa,
acabada e pronta.




Mais do cronista e poeta Antonio Caetano

5 comentários:

Tania Anjos disse...

Antonio Caetano é excelente na prosa e, não menos, na poesia.

Um beijo, Antonio.
Parabéns!

Antonio disse...

Obrigado, Tânia! Adorei a gentileza - sinal que vc gostou do poema o que muito me honra e alegra.
Só uma explicação - para vc e outros leitores eventuais: fiz da rosa negra o símbolo/ marca do Café Impresso e o poema acabou surgindo da vontade de explicar o significado dela, que é complexo. Fui juntando frases e palavras e acabou virando verso. Fiz tb uma referência a Drummond ao falar em claro enigma e pedra no caminho.
É isso - ou esse "obrigado" ficará muiito longo (além do que, poema é que nem piada, perde a graça se explicado!)

Tania Anjos disse...

É verdade, rs...


Beijo grande, sucesso!

Elliott disse...

que blog legal!! só poemas bacanas!! :)

Tania Anjos disse...

É verdade, Elliott!

Esteja presente, um abraço!