PÁGINAS

terça-feira, 27 de novembro de 2012

PERGUNTAS SEM RESPOSTA


 

...Se pergunto às pedras elas me dizem de ser pedras, se pergunto a ti não obtenho respostas...

 

Por que querer-te

Se partes em tardes

E partes nu

Das partes que fomos?

 

Por que querer-te

Se me quebras as asas

E o encanto de uma vez só?

Se me soltas em pleno vôo

Sem dó?

 

Por que querer-te

Se teus olhos só dizem

Passados aos meus?

Se ficaste na quietude

De um simples adeus?

 

Passaram-se os dias e o encanto passou junto....

É impossível olhar para o silêncio da vida, e não perceber os sonhos todos diluídos em noites sem estrelas.

Nem um de nós lembrou de descobrir estrelas afastando nuvens, e nem soube deixar nesgas de céu adentrar, por frinchas, a vida.

É duro constatar que lá longe no caminho houve uma desistência, porque havia espinho e os pés foram tolos o bastante para não pisarem feridos. Tivessem eles  mostrado que também se caminha em carne viva.

Agora haveríamos de contar estrelas num céu descoberto e nem só pedras  me responderiam de ser pedras.

Tu também me reponderias, de ter sido sonho! 

 

Lázara papandrea

4 comentários:

Tania Anjos disse...

Fábio, lindo poema de Lázara papandrea!

Excelente escolha!



"É duro constatar que lá longe no caminho houve uma desistência, porque havia espinho e os pés foram tolos o bastante para não pisarem feridos. Tivessem eles mostrado que também se caminha em carne viva."


Parabéns a poeta! Uma honra um poema seu aqui conosco.

Lázara papandrea disse...

muito obrigada Fábio e Tânia Anjos pela divulgação do poema.beijos

Patricia Marley Silva disse...

Fábio vc é o binho irmão da Flávia ?

Patricia Marley Silva disse...

Fábio vc é o binho irmão da Flávia ?