PÁGINAS

domingo, 23 de setembro de 2012

Móbile



O móbile
gigante que seus olhos não viram,

que seus olhos não quiseram,
que seus olhos não e não.

Ficou lá, inútil, adiado
sobre o domingo,

o monstro
que seus cuidados não souberam,

que seu medo não quis,
que nem ao menos.

Está lá, inútil, ardil desativado,
sobre nada,

lixo,
lixo,

mas, esteja certo disto, tinha o tamanho
certo de nos vestirmos com ele, para,

dentro dele, suspensos,
descansarmos na palma um do outro, acredite,

era lindo, era fácil,
era puro.


Eucanaã Ferraz


3 comentários:

Tania Anjos disse...

Tenho tido a oportunidade de conhecer tantos poetas incríveis através de vocês, que é um presente para mim isso tudo...

Que poema lindo, Adrianna! Nem sei comentar... Eu lia e sentia a exata sensação de perda! E que pena...
"era lindo, era fácil,
era puro."

Bj, Dri. Obrigada!

Vanessa Carvalho disse...

Gostei daqui.

Flores.

BRECHÓ DO SUL . PODE SER !!! disse...

BOM DIA !!

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OBRIGADA

MARCIA REGINA